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Assistente Ângela mostra como a tecnologia pode fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres

Assistente Ângela mostra como a tecnologia pode fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres

A criação da assistente virtual Ângela, desenvolvida pelo Instituto Avon em parceria com o Instituto Natura, representa um avanço significativo na forma como a tecnologia pode apoiar políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres. Em um país onde os índices de feminicídio permanecem altos, iniciativas que atuam antes da escalada da violência tornam-se fundamentais.

Além disso, ao utilizar o WhatsApp como canal principal, o projeto se integra ao cotidiano das mulheres brasileiras, ampliando o alcance de serviços que, muitas vezes, permanecem distantes da população mais vulnerável.

Violência de gênero exige respostas além do sistema policial

Historicamente, o combate à violência contra mulheres ficou concentrado em ações repressivas. No entanto, especialistas apontam que esse modelo atua tarde demais. Muitas mulheres só recorrem à polícia quando a situação já se tornou extrema.

Por isso, soluções que atuam de forma preventiva e orientativa ganham relevância. A Ângela surge exatamente nesse espaço, oferecendo acolhimento inicial, informação qualificada e encaminhamento responsável.

Tecnologia como ponte entre mulheres e o Estado

Embora não seja um canal direto de denúncia, a Ângela funciona como uma porta de entrada para políticas públicas. A partir da escuta ativa e da avaliação de risco, as usuárias podem ser encaminhadas para serviços oficiais, como:

  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
  • Serviços de assistência social
  • Redes locais de proteção

Dessa forma, a tecnologia atua como ponte, reduzindo o abismo entre quem precisa de ajuda e os serviços disponíveis.

O papel do atendimento humanizado no processo

Um dos diferenciais da Ângela está no modelo híbrido de atendimento. Embora a automação seja importante para escala e disponibilidade, a presença de profissionais humanas especializadas garante profundidade e sensibilidade.

Segundo o Instituto Natura, esse formato evita respostas padronizadas e permite considerar:

  • Contexto familiar
  • Dependência econômica
  • Grau de risco imediato
  • Rede de apoio disponível

Assim, cada caso recebe uma abordagem personalizada.

Tabela: tecnologia social versus canais tradicionais

CritérioCanais tradicionaisAssistente Ângela
AcessoPresencial ou telefoneWhatsApp
DisponibilidadeHorário limitado24h (automação)
AbordagemReativaPreventiva
LinguagemInstitucionalAcolhedora
PrivacidadeVariávelAlta

Esse comparativo evidencia por que soluções digitais ampliam o alcance da proteção.

Avaliação de risco baseada em metodologia nacional

Ao transferir o atendimento para uma assistente social, a Ângela utiliza o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR). Essa metodologia padronizada permite identificar:

  • Risco iminente de violência grave
  • Histórico de agressões
  • Fatores de vulnerabilidade

Com base nessa análise, o plano de ação é construído de forma responsável, evitando decisões precipitadas.

Parcerias ampliam o impacto da iniciativa

A parceria com a Uber, por exemplo, garante transporte seguro e gratuito em situações específicas. Esse apoio é crucial para mulheres que precisam sair de casa rapidamente ou acessar serviços de proteção.

Além disso, a integração com políticas públicas reforça que a iniciativa não substitui o Estado, mas atua de forma complementar.

Dados mostram impacto real, não apenas simbólico

Em 2025, os números reforçam a efetividade do projeto:

  • Centenas de atendimentos humanizados
  • Encaminhamentos efetivos para serviços públicos
  • Apoio logístico em momentos críticos

Esses resultados mostram que a tecnologia não atua apenas no discurso, mas gera impacto concreto na vida das mulheres.

Privacidade como condição para o acolhimento

Um dos principais desafios de iniciativas digitais nesse campo é a confiança. Por isso, a Ângela foi construída com foco absoluto em privacidade.

O sistema:

  • Não armazena dados pessoais
  • Trabalha com indicadores anônimos
  • Evita qualquer forma de rastreamento

Essa abordagem reduz o medo de retaliação e incentiva o contato inicial.

Mapa mental: integração entre tecnologia e políticas públicas

      [Violência contra mulheres]
                  |
      --------------------------------
      |              |               |
 [Tecnologia]   [Estado]      [Rede social]
      |              |               |
 WhatsApp      Serviços públicos  ONGs e parceiros
 Automação     Delegacias         Transporte seguro
 Escuta humana Assistência social Acolhimento

Esse ecossistema integrado fortalece a proteção.

Por que iniciativas privadas fazem diferença

Embora o enfrentamento à violência seja responsabilidade do Estado, empresas com alcance nacional possuem capacidade de:

  • Ampliar canais de acesso
  • Financiar soluções escaláveis
  • Influenciar políticas públicas

No caso da Natura, a atuação se conecta à sua história de engajamento social e compromisso com direitos humanos.

Educação e informação como formas de prevenção

Além do acolhimento, a Ângela fornece informações confiáveis sobre:

  • Tipos de violência
  • Direitos das mulheres
  • Serviços disponíveis

Esse acesso à informação ajuda a romper ciclos de violência que se perpetuam pela desinformação.

Um modelo que pode ser replicado

A experiência da Ângela mostra que:

  • Tecnologia acessível funciona
  • Atendimento humanizado é essencial
  • Parcerias ampliam resultados

Esse modelo pode inspirar outras empresas, governos e organizações a criarem soluções semelhantes.

Quando inovação social gera impacto duradouro

Ao unir WhatsApp, escuta qualificada e políticas públicas, a Natura demonstra que a inovação social não depende apenas de ferramentas avançadas, mas de propósito, ética e responsabilidade.

A assistente Ângela prova que tecnologia, quando bem aplicada, salva tempo, reduz riscos e pode salvar vidas.

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