Olimpíadas de Inverno 2026: em quais esportes o Brasil não terá representantes
A contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 já começou. O evento terá início no dia 6 de fevereiro, na Itália, reunindo cerca de 2.900 atletas de mais de 90 países em 116 disputas por medalhas ao longo de 17 dias.
Embora não seja um país tradicional nos esportes de inverno, o Brasil mantém presença constante desde 1992 e chegará à sua décima participação olímpica na modalidade. Ainda assim, fatores climáticos, estruturais e técnicos explicam por que o país ficará fora de algumas provas.
Neste contexto, veja quais esportes o Brasil não disputará em Milão-Cortina, os motivos dessa ausência e em quais modalidades ainda existem chances de classificação.
Por que o Brasil não disputa todos os esportes de inverno?
Diferentemente de países da Europa, América do Norte e parte da Ásia, o Brasil não possui clima natural para neve e gelo, o que limita a formação de atletas desde as categorias de base.
Além disso, os esportes de inverno exigem centros especializados, alto investimento financeiro e participação constante em circuitos internacionais. Por esse motivo, o país adota uma estratégia seletiva, priorizando modalidades em que já existe alguma tradição ou potencial competitivo.
Consequentemente, os recursos acabam sendo concentrados em esportes específicos, enquanto outros permanecem fora do radar olímpico brasileiro.
Modalidades em que o Brasil ficará de fora
Até o momento, o Brasil não contará com representantes confirmados nas seguintes modalidades:
Sem atletas classificados:
- Hóquei no gelo
- Salto de esqui
- Luge
- Combinado nórdico
Essas modalidades não possuem atletas brasileiros posicionados nos rankings internacionais exigidos pela federação olímpica.
Sem atingir critérios mínimos:
Por outro lado, mesmo com tentativas recentes de desenvolvimento, o país ainda não alcançou os índices exigidos em:
- Curling
- Esqui de montanha
- Patinação artística
- Patinação de velocidade
- Patinação de velocidade em pista curta
Em geral, essas provas exigem tempos mínimos, notas técnicas ou posições no ranking mundial que os brasileiros ainda não atingiram.
Em quais esportes o Brasil pode disputar?
Apesar das ausências, o Brasil ainda terá presença — ou chance real de classificação — em várias modalidades.
Por exemplo, no skeleton, Nicole Silveira aparece como principal nome e figura entre as melhores do ranking mundial.
No bobsled, o país contará com representantes no masculino, mantendo uma tradição que vem desde 2002.
Já no esqui alpino, existe possibilidade de vaga, sobretudo no feminino, dependendo do fechamento dos rankings.
Além disso, o esqui cross-country feminino ainda permite uma cota parcial, enquanto o esqui estilo livre segue em disputa por pontuação.
No biatlo, Gaia Brunello aparece como a única brasileira com chances concretas de classificação.
Por fim, no snowboard, Patrick Burgener e Augustinho Teixeira ampliam as expectativas de presença brasileira.
Quantos atletas o Brasil deve levar?
Historicamente, a delegação brasileira nos Jogos de Inverno varia entre seis e doze atletas. Para 2026, a expectativa segue nessa mesma faixa, dependendo do fechamento dos critérios internacionais.
Mais do que ampliar o número de participantes, o Comitê Olímpico do Brasil busca elevar o nível competitivo e garantir que os classificados tenham condições reais de desempenho.
Premiação para medalhistas brasileiros
Desde 2023, o Comitê Olímpico do Brasil mantém valores fixos de premiação financeira para medalhistas olímpicos.
Nas provas individuais, o ouro rende R$ 350 mil, a prata R$ 210 mil e o bronze R$ 140 mil.
Já nas provas em grupo, os valores sobem para R$ 700 mil, R$ 420 mil e R$ 280 mil, respectivamente.
Por fim, nas competições coletivas, o prêmio chega a R$ 1,05 milhão para o ouro, R$ 630 mil para a prata e R$ 420 mil para o bronze.
Vale lembrar que esses valores são divididos igualmente entre titulares e reservas.
Brasil e os Jogos de Inverno: um caminho de evolução
Mesmo distante das potências tradicionais do gelo, o Brasil vem construindo uma trajetória consistente nos esportes de inverno. Programas como o Bolsa Atleta, aliados ao trabalho das confederações e ao intercâmbio internacional, permitiram que atletas brasileiros treinassem nos principais centros do mundo.
Assim, embora o país ainda não figure entre os favoritos a medalhas, a participação em Milão-Cortina representa mais um passo importante na consolidação dessa presença.
Em resumo, o Brasil ficará de fora de diversas modalidades dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, sobretudo aquelas que exigem tradição histórica, grande estrutura ou alto volume de atletas desde a base.
Ainda assim, o país mantém atuação estratégica em esportes como skeleton, bobsled, snowboard e esqui alpino. Dessa forma, mesmo sem protagonismo no gelo, o Brasil segue ampliando sua presença — e sua competitividade — no cenário olímpico de inverno.
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