Lu do Magalu Muda Visual e Fica Loira em Campanha Estratégica que Une Marketing, Humanização e Inovação Digital
A influenciadora virtual Lu, rosto mais famoso da Magazine Luiza, surpreendeu o público ao aparecer loira pela primeira vez em mais de duas décadas de existência. Conhecida por seus cabelos pretos e curtos, a personagem passou por uma transformação radical como parte de uma campanha publicitária desenvolvida em parceria com a marca de coloração Koleston, pertencente à Wella Company.
A mudança visual não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ela foi cuidadosamente planejada para promover a nova tonalidade da empresa — o tom 101, descrito como louro claríssimo acinzentado — e, ao mesmo tempo, gerar conversas nas redes sociais, onde a personagem soma mais de 32 milhões de seguidores.
Além disso, a ação integra uma estratégia mais ampla do braço publicitário da varejista, voltada a criar colaborações com marcas fortes e experiências conectadas ao cotidiano dos consumidores digitais.
Parceria Une Alcance Digital e Presença Física
Segundo a diretora do Magalu Ads, Celia Goldstein, a transformação foi pensada para gerar valor tanto para a empresa de varejo quanto para a fabricante de cosméticos.
Em declarações sobre a campanha, a executiva explicou que a iniciativa foi desenhada para combinar a capilaridade do varejo físico da Koleston com a enorme visibilidade da personagem no ambiente online. Dessa forma, o impacto da ação acaba sendo ampliado para além de simples posts patrocinados.
Ainda segundo Goldstein, a estratégia busca criar impacto inovador, reforçando o posicionamento das marcas como referências em criatividade e proximidade com o público.
A Humanização dos Influenciadores Virtuais
A mudança de cabelo segue uma tendência cada vez mais comum no marketing digital: a humanização de personagens virtuais. Ao alterar uma característica física marcante, a campanha tenta aproximar a Lu de experiências comuns na vida real, como ciclos de transformação pessoal, reinvenção estética e experimentação de novos estilos.
Esse tipo de abordagem faz com que o público enxergue a influenciadora não apenas como uma ferramenta comercial, mas como um ícone cultural, capaz de refletir comportamentos e desejos contemporâneos.
Essa estratégia, inclusive, já havia sido reconhecida internacionalmente. Em 2022, a personagem recebeu um prêmio no Festival de Cannes Lions, considerado um dos maiores eventos globais da indústria publicitária, reforçando a força de sua presença nas redes sociais.
Criatividade Como Pilar da Marca
Para a gerente sênior de marketing do Magazine Luiza, Aline Izo, a transformação atual tira deliberadamente a personagem de sua zona de conforto visual para estimular debates no cenário nacional.
Segundo ela, a ação demonstra que a influenciadora virtual consegue se reinventar sem perder sua identidade original, algo essencial para manter relevância em um ambiente digital em constante mudança.
Além disso, Izo afirma que iniciativas desse tipo reforçam a imagem da empresa como um hub de inovação, capaz de pautar tendências e conversas relevantes no mercado brasileiro.
Marketing de Experiência e Engajamento
O caso da Lu ilustra como grandes marcas vêm apostando cada vez mais em campanhas baseadas em impacto cultural, e não apenas em anúncios tradicionais. Em vez de focar exclusivamente na apresentação de um produto, as empresas criam narrativas capazes de gerar curiosidade, debate e compartilhamento espontâneo.
Nesse contexto, personagens virtuais funcionam como pontes entre marcas e consumidores, pois conseguem transitar com naturalidade entre o universo publicitário e o entretenimento digital.
Além disso, ações desse tipo costumam:
- Estimular engajamento orgânico
- Aumentar a lembrança de marca
- Gerar cobertura espontânea na mídia
- Criar associação com inovação
- Fortalecer a identidade digital das empresas
A Força das Colaborações Comerciais
Parcerias entre grandes varejistas e marcas de consumo vêm se tornando cada vez mais frequentes. Ao unir públicos diferentes, essas colaborações ampliam o alcance das campanhas e diversificam os pontos de contato com o consumidor.
No caso específico da Lu loira, a estratégia combina:
| Elemento | Objetivo |
|---|---|
| Mudança visual | Gerar surpresa e conversa social |
| Parceria com Koleston | Promover nova coloração |
| Alcance digital da Lu | Ampliar visibilidade |
| Integração com lojas físicas | Converter atenção em vendas |
Essa soma de fatores transforma a ação em algo maior do que uma simples divulgação de produto, aproximando-a de uma experiência cultural compartilhada.
Influenciadores Virtuais Como Ativos de Marca
A consolidação de personagens digitais como ferramentas estratégicas de comunicação mostra que as empresas estão apostando em narrativas de longo prazo. Diferentemente de campanhas pontuais, esses avatares constroem relacionamentos contínuos com o público.
No caso do Magazine Luiza, a Lu já ultrapassou há tempos o papel de assistente de compras. Hoje, ela atua como porta-voz institucional, apresentadora de campanhas, comentarista de tendências e símbolo da transformação digital da empresa.
Assim, cada alteração em sua aparência ou comportamento acaba sendo interpretada como um movimento estratégico da própria marca.
Repercussão e Posicionamento de Mercado
A transformação em loira rapidamente se espalhou pelas redes sociais, impulsionada pela curiosidade dos seguidores e pela curiosidade natural em torno de personagens consolidados. Ao provocar debate e engajamento, a ação cumpre um dos principais objetivos do marketing contemporâneo: estar no centro da conversa pública.
Enquanto isso, a parceria com Koleston reforça o apelo comercial da campanha, conectando estética, inovação e consumo em uma narrativa única.
O episódio deixa claro como o marketing digital evoluiu: hoje, mudanças simbólicas, storytelling e identidade visual podem ser tão poderosos quanto anúncios tradicionais — especialmente quando envolvem figuras que já fazem parte do imaginário coletivo brasileiro. 🎯✨
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