HABILIDADES NAS INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS: COMO AS SKILLS TRANSFORMAM O FUNCIONAMENTO DO CLAUDE E DO MANUS AI
As habilidades em inteligência artificial, também chamadas de skills, representam um dos avanços mais estratégicos no uso moderno de IAs generativas. Elas funcionam como conjuntos estruturados de instruções que orientam o modelo a executar tarefas específicas com maior precisão, consistência e eficiência. Em vez de depender exclusivamente do prompt digitado pelo usuário, a IA pode acessar um conjunto pré-definido de regras, padrões e processos.
Atualmente, recursos desse tipo estão presentes em plataformas como o Anthropic por meio do seu modelo Claude, além do Manus AI, que adota abordagem semelhante com foco em autonomia operacional.
O que são skills em Inteligência Artificial?
As skills são arquivos ou módulos contendo instruções organizadas, capazes de ensinar a IA como agir diante de uma tarefa específica. Em outras palavras, elas funcionam como um manual técnico interno, que pode ser reutilizado sempre que necessário.
No Claude, por exemplo, essas habilidades são armazenadas em arquivos chamados SKILL.md, nos quais são definidos:
- Nome da habilidade
- Regras de ativação
- Contexto de uso
- Passos detalhados de execução
Já no Manus AI, as habilidades fornecem contexto processual, ferramentas e conhecimento estruturado. Dessa forma, a IA consegue atuar com mais especialização em áreas como análise financeira, desenvolvimento de software e criação de conteúdo estratégico.
Além disso, as skills podem ser ativadas manualmente pelo usuário ou automaticamente pelo sistema, o que amplia sua flexibilidade.
Como as habilidades funcionam na prática?
O funcionamento das skills é baseado em arquitetura modular. Cada habilidade é organizada como um bloco independente de instruções. Assim, quando uma tarefa exige determinado procedimento, a IA consulta esse módulo específico.
No caso do Claude Code:
- Cada skill fica armazenada em uma pasta própria
- O arquivo principal é o SKILL.md
- A ativação pode ocorrer por prioridade (organização, usuário, projeto ou plugin)
Parte do processamento é realizado de forma otimizada, pois apenas as informações necessárias são carregadas inicialmente. Caso seja preciso, instruções adicionais são incorporadas ao fluxo. Portanto, o uso de recursos computacionais é reduzido.
No Manus AI, o sistema também carrega apenas os componentes essenciais primeiro. Posteriormente, instruções completas são adicionadas se a tarefa exigir aprofundamento. Esse modelo permite maior eficiência operacional.
Tabela 1 – Estrutura Básica de uma Skill
| Elemento | Função | Impacto no Processo |
|---|---|---|
| Nome da Skill | Identificação da função | Organização interna |
| Regras de Ativação | Define quando deve ser usada | Automação inteligente |
| Instruções Detalhadas | Passo a passo da execução | Padronização |
| Arquivos Extras | Scripts ou dados adicionais | Expansão funcional |
Para que servem as habilidades nas IAs?
As skills servem para transformar a IA em uma espécie de especialista digital configurável. Em vez de gerar respostas genéricas, o modelo passa a seguir um roteiro técnico estruturado.
Por exemplo, uma empresa pode criar uma skill que:
- Aplique automaticamente um guia de estilo corporativo
- Siga padrões internos de código
- Gere relatórios com modelo específico
- Execute commits com regras definidas
Além disso, algumas habilidades permitem a execução de scripts e consultas externas. Em determinados ambientes, tarefas são executadas em espaços isolados e, posteriormente, o resultado final é entregue ao usuário.
Consequentemente, erros operacionais são reduzidos, enquanto a produtividade aumenta.
Tabela 2 – Exemplos de Aplicação das Skills
| Área | Uso da Skill | Benefício |
|---|---|---|
| Desenvolvimento | Padronização de commits | Redução de retrabalho |
| Marketing | Aplicação automática de tom de voz | Consistência de marca |
| Finanças | Análise baseada em parâmetros fixos | Maior precisão |
| Atendimento | Respostas estruturadas | Agilidade |
Diferença entre Skills e MCP
Muitas pessoas confundem skills com MCP (Model Context Protocol), porém os conceitos são distintos.
As skills dizem à IA como agir. Já o MCP conecta o modelo a fontes externas de dados, como bancos de dados, APIs, e-mails ou sistemas corporativos.
Em termos práticos:
- O MCP traz a informação
- A skill define o que fazer com ela
Essa separação torna a arquitetura mais organizada. Enquanto o protocolo amplia o acesso a dados, a habilidade organiza o processamento interno.
Tabela 3 – Comparação entre Skills e MCP
| Critério | Skills | MCP |
|---|---|---|
| Função principal | Orientar ações | Conectar dados externos |
| Atua sobre | Processos internos | Fontes externas |
| Objetivo | Padronização | Integração |
| Dependência | Pode funcionar sozinha | Depende de conexão externa |
Portanto, ambas as tecnologias se complementam, mas exercem papéis diferentes dentro do ecossistema de IA.
Disponibilidade das habilidades nos aplicativos
Atualmente, o recurso está disponível principalmente no Claude e no Manus AI. No ambiente do Claude, as habilidades são utilizadas com foco em automação para desenvolvedores, especialmente em programação e organização de projetos.
Já no Manus AI, o modelo opera como um agente mais autônomo. As skills permitem que tarefas complexas sejam realizadas com menor intervenção humana, pois os fluxos já foram previamente configurados.
Vale destacar que o uso dessas funcionalidades foi ampliado à medida que a demanda por automação inteligente, produtividade escalável e personalização corporativa cresceu no mercado global de tecnologia.
Impacto estratégico das skills no futuro da IA
À medida que empresas adotam inteligência artificial em seus fluxos internos, a necessidade de padronização, segurança e governança digital se torna ainda mais relevante. Nesse cenário, as skills oferecem uma camada adicional de controle.
Por exemplo, políticas internas podem ser incorporadas às habilidades. Assim, respostas inadequadas podem ser evitadas, pois diretrizes já foram previamente definidas. Além disso, modelos são ajustados para refletir a cultura organizacional.
Consequentemente, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta reativa e passa a operar como um sistema configurável e estratégico.
Estima-se que, nos próximos anos, habilidades modulares sejam integradas a múltiplas plataformas corporativas. Esse movimento pode transformar a forma como empresas utilizam modelos generativos no dia a dia.
Por que as skills representam um avanço relevante?
Primeiramente, elas reduzem a dependência exclusiva de prompts complexos. Em segundo lugar, promovem consistência operacional. Além disso, permitem reaproveitamento de conhecimento estruturado.
Embora parte do processamento seja automatizada, a supervisão humana ainda é essencial. No entanto, tarefas repetitivas são significativamente otimizadas.
Dessa maneira, as habilidades consolidam uma nova etapa na evolução das inteligências artificiais: a fase da especialização programável.
A transformação digital está sendo acelerada, e as skills desempenham papel central nesse avanço. Empresas que adotam esse recurso tendem a alcançar maior eficiência, menor margem de erro e melhor integração entre sistemas.
Em resumo, as habilidades representam um pilar estratégico no desenvolvimento das IAs modernas, pois unem organização, automação, controle e eficiência operacional em um único mecanismo estruturado.
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