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SONO NA ERA DIGITAL: 5 ESTRATÉGIAS CIENTÍFICAS PARA PROTEGER SEU DESCANSO EM UMA ROTINA DOMINADA POR TELAS

SONO NA ERA DIGITAL: 5 ESTRATÉGIAS CIENTÍFICAS PARA PROTEGER SEU DESCANSO EM UMA ROTINA DOMINADA POR TELAS

Vivemos em uma realidade hiperconectada. Smartphones, notebooks, tablets e televisores ocupam grande parte do nosso dia. No entanto, embora a tecnologia traga produtividade, entretenimento e conectividade, ela também impacta diretamente a qualidade do sono. A exposição constante à luz azul, além do estímulo cognitivo provocado por redes sociais, jogos e notícias, interfere no ritmo circadiano e compromete o descanso.

Segundo o médico neuropediatra Anderson Nitsche, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), dois mecanismos principais explicam esse fenômeno: um biológico, relacionado à supressão da melatonina, e outro comportamental, ligado à ativação cerebral. Portanto, compreender esses processos é essencial para criar hábitos mais saudáveis.


1. Estabeleça uma janela sem telas antes de dormir

Primeiramente, é fundamental criar um intervalo livre de dispositivos eletrônicos antes de deitar. Especialistas recomendam um período de 60 a 90 minutos sem exposição às telas.

Durante esse tempo, a produção de melatonina é naturalmente estimulada. Esse hormônio regula o início do sono e sinaliza ao corpo que é hora de desacelerar. Quando a luz azul é emitida pelos dispositivos, a secreção hormonal é reduzida.

Além disso, o cérebro permanece em estado de alerta quando conteúdos digitais são consumidos até o último momento do dia. Consequentemente, o tempo para adormecer aumenta.

Parte da rotina noturna deve ser reorganizada para incluir atividades relaxantes. Livros físicos, alongamentos leves e técnicas de respiração podem ser adotados. Assim, o organismo entra gradualmente em modo de descanso.

Tabela 1 – Impacto da Luz Azul no Organismo

FatorEfeito BiológicoConsequência no Sono
Luz azulSupressão de melatoninaDificuldade para dormir
Estímulo visual intensoAtivação corticalMaior estado de alerta
Uso prolongadoAlteração do ritmo circadianoSono fragmentado
Exposição noturnaRedução do relaxamentoMenor profundidade do sono

2. Utilize filtros de luz azul como medida complementar

Embora a redução do uso seja a estratégia principal, os filtros de luz azul podem ajudar como recurso adicional. Muitos dispositivos oferecem modo noturno ou temperatura de cor ajustável.

Entretanto, é importante destacar que essa solução não substitui a pausa total. Parte do estímulo mental continuará presente, mesmo com a tela ajustada.

Além disso, conteúdos emocionais ou estimulantes ativam circuitos de atenção e recompensa no cérebro. Portanto, o simples ajuste de cor não elimina o impacto cognitivo.

Ainda assim, quando combinados com horários regulares, esses filtros reduzem parcialmente os danos. A intensidade da luz emitida é diminuída, e o contraste visual se torna menos agressivo.


3. Mantenha horários consistentes para dormir e acordar

O corpo humano funciona com base em um relógio biológico interno. Esse sistema regula temperatura corporal, hormônios e ciclos de vigília e sono.

Quando horários variam drasticamente, o organismo precisa se readaptar constantemente. Consequentemente, o descanso se torna irregular.

Parte da estabilidade fisiológica é restaurada quando uma rotina fixa é mantida. Inclusive nos finais de semana, recomenda-se manter horários semelhantes.

A regularidade foi associada a melhorias na qualidade do sono em diversos estudos. Além disso, despertares noturnos tendem a ser reduzidos quando o ciclo circadiano está alinhado.

Tabela 2 – Benefícios da Regularidade do Sono

HábitoBenefício FisiológicoResultado Prático
Horário fixoRitmo circadiano estávelSono mais rápido
Acordar no mesmo horárioRegulação hormonalMais disposição
Rotina consistenteRedução de estresseMelhor humor
Evitar variações extremasMenor desorientação biológicaDescanso contínuo

4. Evite conteúdos estimulantes no período noturno

Além da luz azul, o tipo de conteúdo consumido influencia diretamente o estado mental. Redes sociais, notícias impactantes e jogos eletrônicos aumentam o nível de excitação cerebral.

Circuitos ligados à dopamina são ativados quando estímulos digitais intensos são apresentados. Assim, o cérebro permanece em estado de alerta prolongado.

Parte desse processo é involuntária, pois o sistema de recompensa responde automaticamente aos estímulos. Portanto, mesmo após desligar o aparelho, a mente pode continuar ativa.

Substituir esse tipo de conteúdo por atividades tranquilas é uma estratégia eficaz. Música suave, leitura leve ou meditação podem ser incorporadas à rotina.

Além disso, o consumo de notícias negativas antes de dormir foi associado a aumento de ansiedade. Consequentemente, o tempo para pegar no sono é prolongado.


5. Deixe o celular longe da cama

Manter o smartphone ao alcance das mãos facilita interrupções noturnas. Notificações, vibrações e luzes são disparadas automaticamente.

Parte dessas interrupções é percebida mesmo sem despertar completo. Ainda assim, microdespertares fragmentam o ciclo do sono.

Além disso, o hábito de verificar mensagens ao acordar ativa rapidamente o estado de alerta. Como resultado, o despertar se torna abrupto.

Colocar o celular fora do quarto ou distante da cama reduz esse risco. Alarmes tradicionais podem ser utilizados como alternativa.

Tabela 3 – Estratégias para Reduzir Interrupções Noturnas

EstratégiaComo FuncionaImpacto no Sono
Celular fora do quartoElimina estímulo visualMenos despertares
Modo aviãoBloqueia notificaçõesSono contínuo
Desativar alertasReduz estímulo sonoroMaior profundidade
Uso de despertador físicoRemove dependência digitalRotina mais saudável

A importância fisiológica do sono

O sono não é um estado passivo. Pelo contrário, trata-se de um processo ativo de restauração cerebral. Durante esse período, memórias são consolidadas e toxinas metabólicas são eliminadas.

Além disso, hormônios essenciais ao crescimento e à recuperação muscular são liberados. Quando o descanso é insuficiente, funções cognitivas são prejudicadas.

Parte da consolidação da memória ocorre nos estágios profundos do sono. Portanto, interrupções frequentes reduzem a eficiência desse processo.

Estudos indicam que a privação crônica está associada a maior risco de ansiedade, depressão e doenças metabólicas. Consequentemente, proteger o sono deve ser prioridade.


Tecnologia e equilíbrio: um desafio contemporâneo

Não se trata de abandonar dispositivos digitais. Afinal, eles são ferramentas essenciais para trabalho e lazer. Contudo, limites precisam ser estabelecidos.

Além disso, pequenas mudanças de hábito geram grande impacto ao longo do tempo. Reduzir gradualmente a exposição noturna é mais eficaz do que mudanças abruptas.

Parte da responsabilidade também recai sobre fabricantes, que já incorporam modos noturnos e configurações automáticas de brilho reduzido.

Entretanto, a decisão final depende do usuário. A disciplina na rotina foi apontada como fator determinante na qualidade do descanso.


O mundo digital continuará evoluindo. Ainda assim, o corpo humano mantém necessidades biológicas fundamentais. Portanto, proteger o sono, preservar o equilíbrio hormonal e respeitar o ritmo circadiano são atitudes essenciais para garantir saúde física e mental em meio a uma rotina repleta de telas.

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