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Febre reumática: como identificar cedo, quais órgãos ela afeta e o que fazer para evitar sequelas

Febre reumática: como identificar cedo, quais órgãos ela afeta e o que fazer para evitar sequelas

Entendendo a doença e seu impacto

A febre reumática pode parecer distante da rotina de muitas famílias, porém continua sendo uma das principais causas de problemas cardíacos adquiridos na infância. O que surpreende é que tudo normalmente começa com uma dor de garganta simples. Como resultado, muita gente não percebe a gravidade e ignora sinais que merecem atenção.

Quando a infecção bacteriana não recebe o tratamento adequado, o sistema imunológico reage de maneira exagerada. Assim, tecidos cardíacos e articulares sofrem inflamação progressiva. Esse processo pode ser silencioso no início, mas provoca consequências severas quando não diagnosticado rapidamente.

Sinais que merecem atenção imediata

Os sintomas aparecem gradualmente, embora alguns se manifestem de forma mais evidente. Entre os mais comuns estão febre alta, dores articulares, cansaço excessivo e palpitações. Em certas situações, surgem movimentos involuntários que interferem em atividades diárias como escrever, comer ou segurar objetos.

Além disso, muitas pessoas percebem alterações na pele. Algumas crianças apresentam manchinhas avermelhadas em forma de arco, enquanto outras sentem nódulos firmes ao tocar determinadas regiões do corpo. Mesmo que esses sinais desapareçam sozinhos, eles indicam que o corpo enfrenta um processo inflamatório importante.

Órgãos afetados durante a evolução da doença

A febre reumática atinge principalmente o coração, as articulações, o sistema nervoso e a pele. No coração, desenvolve-se inflamação das válvulas, situação que compromete o fluxo sanguíneo e exige acompanhamento constante. Nas articulações, o desconforto costuma ser intenso e pode limitar movimentos.

No sistema nervoso central, alguns pacientes apresentam alterações motoras conhecidas como coreia. Esse tipo de manifestação interfere diretamente na qualidade de vida e exige atenção especial dos profissionais de saúde.

Como o diagnóstico diferencia a febre reumática de outras doenças

Os especialistas utilizam critérios clínicos combinados aos resultados de exames laboratoriais e cardiológicos. Como não existe um único teste capaz de identificar a doença isoladamente, o diagnóstico exige análise detalhada do histórico do paciente, além de verificações complementares.

Durante a avaliação, o médico verifica indícios de inflamação por meio de exames de sangue e procura evidências de lesões cardíacas. Dessa forma, torna-se possível planejar o tratamento com precisão e reduzir riscos de sequelas permanentes.

Terapias utilizadas no tratamento

O tratamento utiliza antibióticos para eliminar qualquer presença da bactéria streptococcus. Logo após essa etapa, os profissionais prescrevem medicamentos anti-inflamatórios para controlar dores e inchaço. Em alguns casos, os pacientes precisam de remédios específicos para os sintomas neurológicos.

Além da fase inicial, existe uma etapa preventiva chamada profilaxia secundária. Ela consiste no uso prolongado de antibióticos para impedir novas infecções. Como cada episódio adicional aumenta o risco de danos cardíacos graves, essa medida é fundamental para evitar complicações que exigem cirurgias no futuro.

Como evitar o desenvolvimento da febre reumática

O melhor caminho é tratar corretamente qualquer dor de garganta que apresente febre alta ou dificuldade para engolir. Procurar atendimento médico permite identificar rapidamente se a infecção é causada por estreptococos. Quando o resultado é positivo, o uso de antibióticos evita que o sistema imunológico desencadeie uma reação exagerada.

Além disso, manter ambientes ventilados, ensinar bons hábitos de higiene e incentivar o cuidado com a saúde fortalecem a proteção. Quando esses fatores se combinam, a chance de evoluir para febre reumática reduz-se significativamente.

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