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Ex-chefe de Assassin’s Creed processa Ubisoft e pede indenização milionária

Ex-chefe de Assassin’s Creed processa Ubisoft e pede indenização milionária

A Ubisoft voltou ao centro das atenções, mas não por causa de um novo jogo. Desta vez, a empresa enfrenta um processo judicial movido por Marc-Alexis Côté, ex-chefe da franquia Assassin’s Creed. O executivo acusa a publisher de rescisão indireta, prática que ocorre quando mudanças internas tornam a permanência do profissional inviável.

Segundo Côté, a empresa alterou profundamente sua estrutura organizacional. Como resultado, ele perdeu autonomia, funções estratégicas e influência direta dentro da companhia. Por isso, decidiu recorrer à Justiça no Canadá, exigindo uma indenização milionária.

🧑‍💼 A trajetória de Marc-Alexis Côté dentro da Ubisoft

Durante anos, Marc-Alexis Côté ocupou uma posição central na Ubisoft. Ele liderou uma das franquias mais lucrativas da indústria de games e participou diretamente das decisões estratégicas envolvendo Assassin’s Creed.

Além disso, o executivo mantinha contato direto com o CEO, Yves Guillemot, o que reforçava seu peso político dentro da organização. Dessa forma, sua atuação não se limitava à supervisão criativa, mas também influenciava o posicionamento da marca no mercado global.

Portanto, qualquer mudança em seu papel teria impacto direto tanto em sua carreira quanto na estrutura da empresa.

📄 Entendendo a rescisão indireta alegada no processo

A rescisão indireta ocorre quando o trabalhador decide encerrar o vínculo empregatício devido a condições prejudiciais impostas pelo empregador. Nesses casos, a legislação garante direitos semelhantes aos de uma demissão sem justa causa.

No processo, Côté afirma que a Ubisoft promoveu uma reestruturação interna que esvaziou completamente seu cargo. Assim, a empresa retirou suas atribuições estratégicas e criou um novo posto hierárquico acima do seu.

Consequentemente, o executivo passou a exercer uma função com menos poder decisório, menor prestígio e nenhuma ligação direta com a alta liderança.

Comparativo de funções antes e depois da reestruturação

ElementoAntes da mudançaDepois da mudança
CargoChefe de Assassin’s CreedChefe de Produção
AutonomiaAltaBaixa
Reporte ao CEODiretoIndireto
Influência estratégicaElevadaLimitada

💼 A criação do cargo de Chefe de Franquia

A Ubisoft criou o cargo de Chefe de Franquia após firmar uma joint venture com a Tencent. Esse novo posto passou a supervisionar as principais séries da publisher, incluindo Assassin’s Creed.

Com isso, atribuições que antes estavam sob responsabilidade de Côté migraram para essa nova função. Em paralelo, a empresa ofereceu a ele o cargo de Chefe de Produção, subordinado à nova liderança.

Segundo o processo, essa mudança representou um rebaixamento funcional, já que o executivo perdeu autonomia, poder decisório e acesso direto ao CEO.

Comparativo entre cargos na nova hierarquia

CritérioChefe de FranquiaChefe de Produção
Estratégia globalSimNão
Supervisão de grandes sériesSimParcial
Comunicação com CEODiretaIndireta
Prestígio organizacionalAltoMédio

🌍 Barreiras geográficas e limitações profissionais

Outro ponto central do processo envolve a localização geográfica do executivo. De acordo com a ação, a Ubisoft teria informado que Côté não poderia ocupar o novo cargo de Chefe de Franquia por não residir na França, onde fica a sede da empresa.

Essa exigência teria bloqueado qualquer possibilidade de promoção. Assim, o executivo passou a enxergar sua permanência na companhia como insustentável, já que não havia perspectiva de crescimento.

Portanto, a combinação de rebaixamento funcional e limitação geográfica agravou ainda mais o conflito.

📢 Comunicação pública e contestação da saída

Após afastar Côté de suas funções, a Ubisoft orientou o executivo a não retornar ao trabalho. Em seguida, anunciou publicamente que sua saída havia sido voluntária.

No entanto, o ex-chefe da franquia contestou essa versão. Segundo ele, a empresa adotou essa narrativa para evitar o pagamento de verbas rescisórias e manter válida a cláusula de não concorrência.

Além disso, o processo pede a anulação dessa cláusula, que atualmente impede Côté de trabalhar em outras empresas da indústria de games.

💰 Valores exigidos e danos alegados

No pedido judicial, Côté exige 1,3 milhão de dólares canadenses, valor equivalente a aproximadamente dois anos de salário. Além disso, ele solicita 75 mil dólares canadenses por danos morais.

Segundo o executivo, a situação afetou não apenas sua renda, mas também sua reputação profissional. Consequentemente, sua recolocação no mercado teria se tornado mais difícil.

🚨 Ubisoft enfrenta mais um capítulo de instabilidade

Esse processo surge em um momento delicado para a empresa. Nos últimos anos, a Ubisoft acumulou episódios de reestruturação interna, adiamentos de projetos e críticas à gestão.

Recentemente, a companhia anunciou o fechamento do estúdio Ubisoft Halifax, no Canadá. Como resultado, 71 funcionários perderam seus empregos. O estúdio, inclusive, havia criado o primeiro sindicato trabalhista da Ubisoft na América do Norte.

Portanto, o novo processo reforça a percepção de instabilidade organizacional dentro da publisher.

Principais crises recentes da Ubisoft

EventoConsequência
Processo de CôtéRisco à imagem corporativa
Fechamento da Ubisoft HalifaxDemissão de 71 funcionários
Reestruturações frequentesInsegurança interna
Conflitos trabalhistasPressão pública e jurídica

🎮 Impacto do caso na indústria de games

Casos envolvendo executivos de alto escalão costumam repercutir fortemente no setor. Desenvolvedores, investidores e lideranças acompanham de perto como grandes publishers lidam com gestão de pessoas e mudanças estruturais.

Além disso, o desfecho desse processo pode influenciar contratos futuros e práticas internas não apenas na Ubisoft, mas em toda a indústria de games.

Consequentemente, o caso de Marc-Alexis Côté ultrapassa os limites de uma disputa individual e se torna um reflexo de desafios mais amplos enfrentados por grandes empresas do setor.

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