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CEO da Red Bull rebate boatos e diz que Verstappen não é o “chefão” dentro da equipe

CEO da Red Bull rebate boatos e diz que Verstappen não é o “chefão” dentro da equipe

Nos últimos meses, rumores sobre o poder de influência de Max Verstappen dentro da Red Bull Racing voltaram a circular nos bastidores da Fórmula 1. Alguns analistas e torcedores passaram a sugerir que o tricampeão mundial teria voz acima de todos dentro da estrutura do time, influenciando decisões técnicas, estratégicas e até administrativas.

Diante desse cenário, o CEO do grupo Red Bull, Oliver Mintzlaff, resolveu se posicionar publicamente. Em entrevista recente, o dirigente classificou como “absurda” a ideia de que Verstappen seja o “chefão” da equipe e reforçou que, apesar de ser o principal ativo esportivo do time, o piloto não está acima da organização.

Segundo Mintzlaff, a Red Bull funciona como uma estrutura corporativa sólida, onde decisões passam por processos bem definidos e não dependem da vontade de um único indivíduo, por mais talentoso que ele seja.

Verstappen é protagonista, mas não dono do time

Desde sua estreia na Red Bull, Max Verstappen se tornou o rosto da equipe. Com títulos consecutivos, recordes de vitórias e domínio absoluto sobre seus companheiros de equipe, o holandês se transformou em um símbolo do sucesso recente do time.

Isso, naturalmente, gera a percepção externa de que tudo gira em torno dele.

Entretanto, Mintzlaff rejeita essa narrativa. Ele afirma que Verstappen tem voz ativa, como qualquer piloto de elite deve ter, mas que isso é muito diferente de comandar a equipe.

Na visão do executivo, o sucesso da Red Bull nasce de um ecossistema que envolve engenheiros, estrategistas, diretores técnicos, mecânicos e gestores, todos trabalhando de forma integrada.

A famosa “lata” acima de todos

Um dos pontos mais simbólicos da fala do CEO foi a frase de que ninguém está acima da marca.

Para Mintzlaff, a Red Bull não construiu sua presença na Fórmula 1 apenas como uma equipe esportiva, mas como parte central de sua estratégia global de marketing e posicionamento de marca.

Nesse sentido, a “famosa lata que vendemos” representa algo maior do que qualquer nome individual.

Pilotos passam. Engenheiros mudam. Chefes de equipe se aposentam. A marca, porém, precisa permanecer forte, coerente e sustentável ao longo do tempo.

Por isso, segundo ele, a Red Bull jamais entregaria controle absoluto de decisões a uma única pessoa, mesmo que seja um campeão mundial.

Por que surgem os boatos?

Os rumores sobre Verstappen ser um “chefão” surgem principalmente por três fatores:

  1. O domínio técnico dele sobre os companheiros de equipe.
  2. A estabilidade contratual longa que ele possui com a Red Bull.
  3. O fato de a equipe claramente priorizar sua permanência.

Quando um piloto vence muito, fica por muitos anos e se torna central no projeto esportivo, o público tende a interpretar isso como poder político interno.

No entanto, na prática, isso reflete mais uma escolha estratégica do time do que uma inversão de hierarquia.

A importância de manter Verstappen

Mesmo negando que o holandês tenha poder acima da estrutura, Mintzlaff deixou claro que manter Verstappen é uma prioridade absoluta.

Ele é o principal nome esportivo da equipe, o principal fator de vitórias e uma peça central para o valor de marca da Red Bull dentro e fora das pistas.

A diferença, segundo o CEO, está no equilíbrio: a Red Bull quer manter Verstappen feliz, competitivo e motivado, mas sem comprometer a governança interna, a cultura organizacional e o funcionamento institucional da equipe.

Um recado para dentro e fora do paddock

Ao fazer essa declaração pública, Mintzlaff envia dois recados importantes.

Para fora, ele combate a narrativa de que a Red Bull se tornou refém de um piloto.

Para dentro, ele reafirma para engenheiros, diretores e funcionários que o projeto é coletivo, e que ninguém é maior do que o time.

Esse tipo de posicionamento ajuda a preservar a autoridade da gestão e evita que o ambiente interno seja corroído por disputas de poder ou vaidades excessivas.

O equilíbrio entre estrela e estrutura

Toda grande equipe enfrenta o mesmo desafio: como equilibrar uma superestrela com uma organização forte?

Se a equipe ignora a estrela, perde competitividade.
Se a equipe se submete totalmente à estrela, perde controle.

A Red Bull tenta ocupar esse meio-termo: dar a Verstappen o carro, o suporte e o ambiente que ele precisa para vencer, mas manter intacta a estrutura que sustenta o projeto no longo prazo.

O que isso revela sobre a Red Bull

A resposta de Mintzlaff revela uma Red Bull preocupada com algo que vai além da temporada atual.

Ela quer proteger:

  • Sua identidade como marca global.
  • Sua estabilidade como organização esportiva.
  • Sua capacidade de continuar vencendo mesmo quando Verstappen não estiver mais lá.

Ao negar que o holandês seja o “chefão”, o CEO não diminui a importância do piloto. Pelo contrário. Ele o valoriza como peça-chave dentro de um sistema que, para funcionar, precisa ser maior do que qualquer indivíduo.

Em resumo

Verstappen é o rosto da Red Bull na Fórmula 1. É o motor esportivo do projeto. É o grande campeão.

Mas, segundo a própria Red Bull, ele não é o dono, nem o chefe, nem a autoridade máxima.

A equipe deixa claro que o sucesso nasce do coletivo, da estrutura e da continuidade — e que é exatamente isso que permite que estrelas como Verstappen brilhem tanto.

Sem estrutura, não há estrela. Sem estrela, não há vitórias.
A Red Bull aposta que seu verdadeiro diferencial é manter os dois em equilíbrio. 🏁🔥

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