Steiner minimiza impacto de Mekies e aponta outros fatores para reação da Red Bull em 2025
A melhora da Red Bull na segunda metade da temporada 2025 da Fórmula 1 gerou muitas interpretações. Uma delas aponta Laurent Mekies como o principal responsável pela virada. Guenther Steiner, porém, discorda dessa leitura.
Para o ex-chefe da Haas, a recuperação do time não se explica apenas pela troca no comando. Segundo ele, fatores técnicos e organizacionais tiveram peso maior no resultado final.
Desempenho não muda de forma instantânea
Mekies assumiu a Red Bull após a saída de Christian Horner, em meio a turbulências internas. Pouco depois, a equipe voltou a vencer. Ainda assim, Steiner afirma que essa relação não é direta.
Ele lembra que o desenvolvimento de um carro leva meses. Atualizações aerodinâmicas passam por estudos, simulações e testes longos. Por isso, mudanças no desempenho não surgem de uma hora para outra.
Segundo Steiner, o carro já estava em evolução antes da troca no comando. As peças que funcionaram melhor chegaram mais tarde à pista. Assim, o timing criou uma associação enganosa entre liderança e resultado.
Estabilidade ajudou mais do que a gestão
Apesar da crítica, Steiner reconhece um mérito importante em Mekies. Ele destaca a redução do clima de tensão dentro da equipe.
Após meses de crises e ruídos externos, a Red Bull precisava de tranquilidade. Mekies trouxe uma postura mais discreta e menos conflituosa. Isso ajudou engenheiros e mecânicos a focarem no trabalho.
Com menos pressão política, a equipe conseguiu executar melhor seus processos. Isso não criou desempenho, mas permitiu que ele aparecesse.
Verstappen reagiu ao novo cenário
Max Verstappen também se beneficiou desse ambiente mais estável. Depois da pausa do meio do ano, ele iniciou uma recuperação consistente.
O holandês chegou à última etapa com chances reais de título. Ele reduziu uma desvantagem enorme ao longo de poucas corridas. Esse desempenho refletiu confiança, foco e evolução do carro.
Para Steiner, Verstappen funcionou como um termômetro interno. Quando o time trabalha bem, o piloto extrai mais do equipamento.
Narrativa simples não explica realidade complexa
A Fórmula 1 gosta de histórias diretas. Um novo chefe chega, o time vence, e tudo parece resolvido. No entanto, essa lógica ignora a complexidade do esporte.
Uma equipe envolve centenas de pessoas. Cada atualização exige meses de trabalho. Nenhuma liderança muda isso de forma imediata.
Por isso, Steiner vê exagero na ideia de que Mekies “salvou” a Red Bull. Ele ajudou, mas não foi o único fator.
Conclusão: efeito foi mais organizacional do que técnico
A recuperação da Red Bull em 2025 resultou da soma de fatores. Houve evolução técnica, maior estabilidade interna e alto desempenho do piloto.
Mekies contribuiu ao reduzir conflitos e trazer foco. Porém, o trabalho técnico começou antes dele. A virada, portanto, não pertence a uma única pessoa.
Na Fórmula 1, resultados surgem quando planejamento, ambiente e execução caminham juntos — e raramente por causa de um só nome. 🏁
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