Ciclone extratropical provoca semana de riscos e exige atenção no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Fenômeno ganha força e aumenta os alertas
O desenvolvimento de um ciclone extratropical entre 8 e 11 de dezembro de 2025 coloca parte do Brasil em estado de alerta. Embora fenômenos desse tipo sejam comuns, a combinação de calor extremo, umidade elevada e contraste térmico aumenta consideravelmente o potencial destrutivo deste episódio. Por causa disso, regiões inteiras precisam se preparar para ventos intensos, chuvas volumosas e tempestades severas.
A formação do ciclone ocorre a partir de uma forte área de baixa pressão, que se desloca rapidamente pelo oceano enquanto interage com massas de ar quente do interior. Devido a essa interação, o ar sobe com velocidade, gerando nuvens densas e tempestades que podem se espalhar para extensas áreas.
Sul deve enfrentar os impactos mais severos
O ponto principal do fenômeno será o Sul, onde o ciclone deve provocar ventos acima de 100 km/h, especialmente no litoral do RS e de SC. A chuva volumosa aumenta o risco de alagamentos e enxurradas, principalmente em cidades com drenagem fragilizada. As serras também enfrentam condições perigosas, já que a topografia pode canalizar ventos e intensificar rajadas.
Além disso, há risco considerável de granizo, o que pode afetar veículos, telhados e plantações. Em áreas mais isoladas, tempestades severas podem gerar tornados ou downbursts, fenômenos associados a grandes nuvens cumulonimbus.
Sudeste terá tempestades intensas e ventos fortes
O Sudeste sentirá os reflexos diretos do ciclone, principalmente na quarta-feira (10). Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm previsão de tempestades rápidas, mas intensas. Os maiores volumes de chuva devem ocorrer em áreas urbanas, onde o escoamento é menor, aumentando a possibilidade de alagamentos.
No Rio de Janeiro, a proximidade com o litoral favorece a formação de nuvens carregadas, ainda mais quando há calor extremo. Em São Paulo, a Grande SP e o Vale do Paraíba também podem enfrentar tempestades com ventos fortes. Minas Gerais deve sentir efeitos desde o Triângulo Mineiro até a Zona da Mata, passando por Belo Horizonte e cidades próximas.
Centro-Oeste sente reflexos importantes
A instabilidade avança para o Centro-Oeste entre os dias 8 e 9, levando pancadas de chuva e ventos fortes para Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Embora o impacto seja menor do que no Sul, o risco de queda de árvores e interrupções de energia elétrica aumenta bastante. O calor também intensifica as chances de tempestades repentinas.
Evolução do ciclone ao longo da semana
- Segunda (8): Instabilidade toma conta do Sul.
- Terça (9): Avanço para Sudeste e Centro-Oeste.
- Quarta (10): Picos de ventania e temporais.
- Quinta (11): Chuva persiste, mas com intensidade menor.
Cuidados essenciais
Para enfrentar uma semana tão instável, algumas medidas são fundamentais:
- Acompanhar avisos oficiais.
- Evitar locais abertos durante ventos fortes.
- Guardar objetos soltos em áreas externas.
- Revisar telhados e sistemas elétricos.
- Evitar atravessar áreas alagadas.
Seguindo essas orientações, é possível reduzir riscos e preservar vidas durante esse período de forte instabilidade climática.
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