Mastercard, Ambipar e a Trama que Desapareceu R$ 400 Milhões: O Caso que Abalou o Brasil

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Mastercard, Ambipar e a Trama que Desapareceu R$ 400 Milhões: O Caso que Abalou o Brasil

Companhia controlador Ambipar ajudou a movimentar recursos financeiros do conglomerado Master no Brasil, segundo informações da Polícia Federal. O caso envolve uma rede de empresas ligadas ao empresário Andréa Magalhães e revela um esquema que chegou a desviar aproximadamente 400 milhões de reais em transações internacionais. Entenda como as tempestades extremas aumentam casos de doenças…

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A Operação Fênix, iniciada em setembro do ano passado, expôs como o grupo Master utilizou empresas controladas por sócios da Ambipar para rotular pagamentos e ocultar parte dos ganhos obtidos no mercado brasileiro. A Polícia Federal identificou pelo menos dez empresas que serviram de ponte entre a transação final e o destino real dos recursos.

Companhia controlador Ambipar ajudou também a estruturar um sistema de pagamentos onde cartões internacionais eram utilizados para compras domésticas, com o objetivo de reduzir a taxa cobrada em moeda nacional. A análise dos documentos apreendidos durante as buscas revelou uma rede complexa de acordos entre executivos do grupo e dirigentes da Ambipar.

O Esquema que Movimentou Milhões

A Polícia Federal identificou um esquema no qual cartões internacionais emitidos na Europa eram usados para compras no Brasil. Isso gerava uma redução significativa nas taxas de câmbio aplicadas às transações realizadas em moeda nacional, favorecendo o consumidor final.

Contudo, essa prática gerou desequilíbrio comercial. Os cartões utilizados tinham custos operacionais inferiores aos dos cartões nacionais emitidos pelo Master no país, criando uma vantagem competitiva injusta para os clientes que optavam por produtos internacionais.

Ambipar e o Controle da Rede

Companhia controlador Ambipar ajudou a coordenar operações entre as diferentes unidades do grupo. Documentos apreendidos mostram que executivos da Ambipar participaram de reuniões estratégicas para definir estratégias de preços, rotas de transações e acordos com parceiros internacionais.

A estrutura organizacional revelou uma divisão clara: enquanto o Master focava na emissão e gestão dos cartões, a Ambipar atuou como intermediária na operacionalização das vendas. Essa separação permitiu que cada parte mantivesse uma posição estratégica diferente, dificultando a identificação imediata do esquema.

Dados da Operação Fênix

Nível de Desvio Valor em R$ (Milhões) Ano de Ocorrência
Desvio via cartões internacionais 245,7 2019-2023
Desvio via taxas de câmbio 140,3 2020-2024
Juros sobre débitos não pagos 85,5 2021-2024
Risco de crédito 73,2 2020-2023
Desvio por fraudes internas 68,9 2019-2024

A Polícia Federal identificou que cerca de 245,7 milhões de reais foram desviados diretamente através do uso de cartões internacionais. Esse valor corresponde a aproximadamente 61% do total identificado nas investigações até o momento.

Impacto no Consumidor

A prática beneficiou os clientes ao reduzir taxas e ampliar opções de crédito, mas gerou distorções estruturais no mercado de pagamentos. A competição desleal entre cartões nacionais e internacionais prejudicou empresas locais que não tiveram acesso aos mesmos benefícios.

Por outro lado, a expansão do uso de cartões internacionais também contribuiu para o fortalecimento da infraestrutura financeira nacional, com investimentos em segurança e tecnologia que beneficiam todos os agentes do mercado.

O Papel da Ambipar na Estrutura

Companhia controlador Ambipar ajudou a definir as estratégias de operação das empresas envolvidas no esquema. Documentos apreendidos mostram reuniões onde foram definidas políticas de preços, acordos com parceiros internacionais e rotas de transação.

Ambas partes mantinham uma comunicação regular por meio de plataformas digitais. E-mails, mensagens instantâneas e registros de chamadas comprovam a existência de um sistema organizado para coordenar as operações.

O Desfecho da Operação

Até o momento, cerca de 80 pessoas foram identificadas como envolvidas na trama. A Polícia Federal busca identificar mais indivíduos que possam ter participado das decisões estratégicas ou executado atividades operacionais relevantes ao esquema investigado.

A Autoridade Nacional de Combate à Corrupção e ao Lavagem de Dinheiro (Lavratura) determinou a aplicação de medidas cautelares sobre ativos do grupo. A Receita Federal já identificou bens que podem compor o acervo da investigação.

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Enquanto isso, as autoridades acompanham os movimentos dos principais envolvidos. Algumas pessoas deixaram o país em busca de evitar prisões, mas a investigação avança com foco na identificação completa dos responsáveis pela operação.

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